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	<title>Pedro Antunes</title>
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		<title>A destruição da aura</title>
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		<pubDate>Thu, 05 Apr 2012 15:28:06 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Upcoming]]></category>

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		<description><![CDATA[Lista de cenas: CENA 1: AS LAMENTAÇÕES DE MARIANA CENA 2: O AMOR CÓSMICO CENA 3: ÀS OUTRAS MULHERES CENA 4: A VOZ DE DEUS CENA 5: SÓ DEUS NÃO CHEGA ______________________________________________________________ CENA 1: AS LAMENTAÇÕES DE MARIANA (com amor &#8230; <a href="http://www.pedropereiraantunes.com/946/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Lista de cenas:</strong></p>
<p><strong>CENA 1: AS LAMENTAÇÕES DE MARIANA</strong></p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong>CENA 2: O AMOR CÓSMICO</strong></p>
<p><strong>CENA 3: ÀS OUTRAS MULHERES</strong></p>
<p><strong>CENA 4: A VOZ DE DEUS</strong></p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong>CENA 5: SÓ DEUS NÃO CHEGA </strong></p>
<p><strong> </strong></p>
<p>______________________________________________________________<strong> </strong></p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong>CENA 1: AS LAMENTAÇÕES DE MARIANA</strong></p>
<p>(com amor te digo..</strong></p>
<p><strong>Ouve mariana..</strong></p>
<p><strong>Estás cega&#8230;</strong></p>
<p><strong>Ai ai ai&#8230;.)</strong></p>
<p><em>&gt;one to one: dedicar cada texto individualmente a uma pessoa especifica do público (Eles são os amantes = 1ºpessoa / Elas são Marinas Alcoforado= 2ª pessoa). Embora alguns textos sejam ditos na primeira pessoa</em></p>
<p><em>&gt;Confessionário / Parlatório: cena está instalada num pequeno espaço, pessoas encontram-se sentadas em cadeiras, semi-circulo (terapia de grupo).</em></p>
<p><strong>A Mariana Alcoforado:</strong> Todos os que falam comigo crêem que estou doida, não sei que lhes respondo, e é preciso que as freiras sejam tão insensatas como eu para me julgar capaz seja do que for&#8230;..</p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong>A Chamely</strong>: Vê, meu amor, a que ponto chegou o teu desleixo. Desgraçado!, foste enganado e enganaste-me com falsas esperanças. Uma paixão de que esperaste tanto prazer não é agora mais que desespero mortal, só comparável à crueldade da ausência que o causa. Há-de então este afastamento, para o qual a minha dor, por mais subtil que seja, não encontrou nome bastante lamentável, privar-me para sempre de me debruçar nuns olhos onde já vi tanto amor, que despertavam em mim emoções que me enchiam de alegria, que bastavam para meu contentamento e valiam, enfim, tudo quanto há? Ai!, os meus estão privados da única luz que os alumiava, só lágrimas lhes restam, e chorar é o único uso que faço deles, desde que soube que te havias decidido a um afastamento tão insuportável que me matará em pouco tempo.</p>
<p><strong>A Mariana Alcoforado</strong>:  &#8211; Basta. Pobre Mariana, basta de te mortificares em vão e de procurar um amante que não voltarás a ver, que atravessou mares para te fugir, que está em França rodeado de prazeres, que não pensa um só instante nas tuas mágoas, que dispensa todo este arrebatamento e nem sequer sabe agradecer-to.</p>
<p><strong>A Chamely</strong> Disseste-me, que havia outra mulher,</p>
<p>Na tua terra, amaste-a?<br />
Voltaste para ela?<br />
E por isso não regressas!<br />
Diz-me?<br />
Envia-me o retrato dela,<br />
E o que é que ela te diz?<br />
Tens cartas dela?</p>
<p><strong>CENA 2: AMOR CÓSMICO</strong></p>
<ul>
<li>primeiro &#8211; aparece a aura na cabeça de Mariana</li>
<li>segundo &#8211; começas a levitar e a libertar as purpurinas</li>
<li>terceiro &#8211; a aura parte-se e dá origem ao cosmos</li>
<li>quarto – Mariana voa / levita sobre o cosmos e dizes o texto (stasis)</li>
</ul>
<p>Ai Mariana,<br />
leve levitas,<br />
no cosmos<br />
em busca de Chamely,<br />
o coração te conduz<br />
cega estás</p>
<p>Mariana levitas<br />
no universo,<br />
Procuras no corpo<br />
de Deus, o teu<br />
amor.</p>
<p>Mariana estás cega,<br />
não és cabeça,<br />
és chama,<br />
és desejo,<br />
és desgraça,<br />
desgraçada.</p>
<p>Levitas no universo<br />
és pressentimento<br />
o teu coração<br />
vulcão em erupção<br />
rocha plutónica<br />
gazes e elementos voláteis<br />
cristalizaram o teu amor<br />
mariana cometa em fogo<br />
Funesto, destruidor.</p>
<p>cometa, mistério que voa alto<br />
corpo celeste Alcoforado<br />
exaltação da terra subida ao céu,<br />
exaltação sublunar.<br />
Epidemia, cometa de rabo<br />
de cu furado<br />
de aura furada<br />
aura partida</p>
<p>Cometa que ameaças a terra<br />
fulminas as cabeças<br />
de desejo, de sexualidade,<br />
cometa fatal,<br />
auto-destruição<br />
de amor.</p>
<p>Espalhas no corpo de Deus<br />
O caos do teu amor<br />
Estragas a ordem<br />
Celestial.</p>
<p>(amar-te por toda a parte)</p>
<p><strong>CENA 3: ÀS OUTRAS MULHERES</strong></p>
<p>As outras não,<br />
as outras são ciúme,<br />
são futilidade, são dias felizes à beira mar,<br />
são, prantos, são parto, são passeios, são traição, são distracção.<br />
Porque não queres passar a vida interia ao pé de mim?</p>
<p>As outras,<br />
têm de cuidar dos filhos<br />
vão às compras,<br />
Cozem as meias<br />
Fazem as bainhas das calças<br />
Tudo menos amarem-te</p>
<p>As outras<br />
Matam a galinha,<br />
E fazem canja, limpam as fraldas ás crianças<br />
Engomam-te a camisa,<br />
têm o jantar pronto quando chegas,<br />
Engraxam-te as botas.</p>
<p><span style="text-decoration: underline;">Tudo menos amarem-te</span></p>
<p>As outras</p>
<p>São intriga, são caras rosadas,</p>
<p>São sinais, são cicatrizes de cesariana</p>
<p>As outras são varizes,</p>
<p>São axilas rapadas,</p>
<p>são vozes rachadas,</p>
<p>São desmaio,</p>
<p>são indisposição,</p>
<p><span style="text-decoration: underline;">Tudo menos amarem-te</span></p>
<p>A outras são</p>
<p>São púrpura e escarlate,</p>
<p>Enfeitadas de ouro, de pedras preciosas,</p>
<p>De pérolas</p>
<p>São ciúme, são babilónia,</p>
<p>embriaguez</p>
<p>A mim nada me impede de pensar</p>
<p>Constantemente na tua paixão</p>
<p>Que fiz eu para ser tão desgraçada</p>
<p>Ai quero perder-me</p>
<p>LINDA de SUZA</p>
<p>( a escrever)</p>
<p>(ao som – de um órgão) -&gt; ele foi se embora pra francas</p>
<p>mulheres portuguesas abandonadas em França (a escrever)</p>
<p>“Os prazeres que as tuas amante te irão dar em França”</p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong>CENA 4: A VOZ DE DEUS</strong></p>
<p>Puta, fodeste com um Homem, na minha casa, a via láctea cobre-te o  corpo. O pano preto da tuas veste tornou-se na porta de entrada, no cosmos, num universo de prazer. Encheste as paredes da minha casa de vapores da terra e exaltações do mar, assim com de humores nocivos do corpo humano, exaltações sublunares, viscosas, húmidas. Das tuas pernas saiam fluidos que causaram estes perniciosos efeitos.</p>
<p>Tira o hábito e arregaça o vestido, descobre as tuas pernas. Aparece na tua nudez &#8211; a via láctea cobre-te o  corpo, que se veja o que cobres com vergonha.</p>
<p>És blasfémia, uma puta cristã, uma calamidade.</p>
<p>Um veneno agora age sobre o teu corpo. Estás cega e enganaste-te. De tal forma imaginaste um futuro de prazer,  que agora te abandonas a um amor cego e não queres ver que é da maior cegueira que sofres.</p>
<p>Se olhares para ti, achar-te-às cheia de vicios e pecados. És um corpo manchado pelo sémen de um soldado francês. Um corpo enfermo de viciosos desejos.</p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong>CENA 5: SÓ DEUS NÃO CHEGA </strong></p>
<p>Livrei-me do encantamento, que obrigação tenho de lhe dar</p>
<p>Adeus, não posso mais Deus</p>
<p>Sou uma doida passo o tempo todo a dizer a mesma coisa</p>
<p>Adeus, pomba adeus igreja, não arrefeças</p>
<p>Não se meta pois no meu caminho</p>
<p>A cruz já pesa</p>
<p>A &#8211; Deus não posso mais,</p>
<p>A &#8211; Deus. Quero sofrer mais.</p>
<p>A &#8211; Deus, adeus tem pena de mim</p>
<p>A &#8211; Deus, Adeus não chega</p>
<p>A &#8211; Deus, nunca te vi</p>
<p>Ai que loucura a minha</p>
<p>Estou desesperada</p>
<p><strong>Fim:</strong></p>
<p>Que fui eu para ser tão desgraçada</p>
<p>Porque envenenaste a minha vida</p>
<p>Porque não nasci noutro país</p>
<p>Que obrigação tenho eu de lhe dar conta de todos os meus sentimentos</p>
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		<title>Night of the Enormous Chicken</title>
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		<pubDate>Sun, 14 Jun 2009 23:57:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Site-Specific]]></category>

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		<description><![CDATA[The performance takes its inspiration from the Portuguese rural landscape and features an international ensemble of performance artists and musicians <a href="http://www.pedropereiraantunes.com/night-of-the-enourmous-chicken/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<address> </address>
<address></address>
<address></address>
<p style="text-align: justify; padding-left: 30px;">
<p style="text-align: justify; padding-left: 30px;">
<p style="text-align: justify; padding-left: 30px;"><img class="alignnone size-full wp-image-505" title="Noite da Galinha Gorda, Arraiolos, Ana(062009)" src="http://www.pedropereiraantunes.com/wp-content/uploads/2009/06/Noite-da-Galinha-Gorda-Arraiolos-Ana062009.jpg" alt="Noite da Galinha Gorda, Arraiolos, Ana(062009)" width="401" height="527" /></p>
<p style="text-align: justify; padding-left: 30px;"><span style="font-style: normal;">Collaborative site-specific performance </span><span style="font-style: normal;">directed by Audrey Albert | co-</span><span style="font-style: normal;">created &amp; perfomed by Pedro Antunes, Jamie Wood,  Audrey Albert and Ana Alves | Produced by Pedro Antunes.<br />
</span></p>
<p style="text-align: justify; padding-left: 30px;">Commissioned by Colecção B for ‘<a href="http://www.escritanapaisagem.net/">ESCRITA NA PAISAGEM</a>’ [ 3 month programme of live / landscape art] Arraiolos, Portugal. Created during a 3 week residency in June.</p>
<p style="text-align: justify; padding-left: 30px;"><em>Night of the Enormous Chicken</em> is a surrealistic bloody tale of a crime of jealousy. The performance takes its inspiration from the Portuguese rural landscape and features an international ensemble of performance artists and musicians. Carnival procession, live improvised soundscapes and participative performance invite the audience to journey with and celebrate the absurdity of this tragedy as it unfolds…</p>
<p style="text-align: justify; padding-left: 30px;"><img class="alignnone size-full wp-image-506" title="Noite da Galinha Gorda, Arraiolos, audrey(062009)" src="http://www.pedropereiraantunes.com/wp-content/uploads/2009/06/Noite-da-Galinha-Gorda-Arraiolos-audrey062009.jpg" alt="Noite da Galinha Gorda, Arraiolos, audrey(062009)" width="401" height="588" /></p>
<p style="text-align: justify; padding-left: 30px;"><img class="alignnone size-full wp-image-502" title="Noite da Galinha Gorda, Arraiolos, (062009)" src="http://www.pedropereiraantunes.com/wp-content/uploads/2009/06/Noite-da-Galinha-Gorda-Arraiolos-062009.jpg" alt="Noite da Galinha Gorda, Arraiolos, (062009)" width="401" height="600" /></p>
<p style="text-align: justify; padding-left: 30px;"><img class="alignnone size-full wp-image-507" title="Noite da Galinha Gorda, Arraiolos,jamie (062009)" src="http://www.pedropereiraantunes.com/wp-content/uploads/2009/06/Noite-da-Galinha-Gorda-Arraiolosjamie-062009.jpg" alt="Noite da Galinha Gorda, Arraiolos,jamie (062009)" width="401" height="282" /></p>
<p style="text-align: justify; padding-left: 30px;"><img class="alignnone size-full wp-image-508" title="Noite da Galinha Gorda, Arraiolos,pedro (062009)" src="http://www.pedropereiraantunes.com/wp-content/uploads/2009/06/Noite-da-Galinha-Gorda-Arraiolospedro-062009.jpg" alt="Noite da Galinha Gorda, Arraiolos,pedro (062009)" width="401" height="264" /></p>
<p style="text-align: justify; padding-left: 30px;">
<p style="text-align: justify; padding-left: 30px;"><img class="alignnone size-full wp-image-511" title="Noite da Galinha Gorda, Arraiolos, people (062009)" src="http://www.pedropereiraantunes.com/wp-content/uploads/2009/06/Noite-da-Galinha-Gorda-Arraiolos-people-062009.jpg" alt="Noite da Galinha Gorda, Arraiolos, people (062009)" width="401" height="266" /></p>
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		<title>Electric Garden</title>
		<link>http://www.pedropereiraantunes.com/electric-garden/</link>
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		<pubDate>Fri, 15 May 2009 22:19:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Experiments]]></category>
		<category><![CDATA[Upcoming]]></category>

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		<description><![CDATA[Created and Devised by Audrey Albert &#38; Pedro Antunes Photography by Alex Forsey Short Film (a work in progress) Part of a series of short films showing the lives of families, couples and workers engaged in love affairs, romance and &#8230; <a href="http://www.pedropereiraantunes.com/electric-garden/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><object width="425" height="350"><param name="movie" value="6FnwrxSLucA&amp;hl=en&amp;fs=1&amp;"></param><param name="wmode" value="transparent" ></param><embed src="http://www.youtube.com/v/6FnwrxSLucA&amp;hl=en&amp;fs=1&amp;" type="application/x-shockwave-flash" wmode="transparent" width="425" height="350"></embed></object></p>
<p>Created and Devised by Audrey Albert &amp; Pedro Antunes<br />
Photography by Alex Forsey<br />
Short Film (a work in progress)</p>
<p>Part of a series of short films showing the lives of families, couples and workers engaged in love affairs, romance and death. These collections of short films will be collated into a live performance, that will use all the  characters and actions present in the short films, therefore the films are being used as a devising process and as a final result &#8211; to be presented in a sequence of short episodes (soap opera).</p>
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